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[NOVO] Cartilha sobre a Pobreza


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A pobreza é um fato complexo. Não se limita à vertente econômica.

Tem muitos rostos, refletindo a realidade plurirracial e pluricultural de cada povo. Esta visão é reforçada pelos muitos conceitos que a Escritura, nos dois Testamentos, tem dos pobres: os que mendigam para viver, as ovelhas sem pastor, os ignorantes da Lei, aqueles que são chamados “os malditos” no Evangelho de João (7, 49), as mulheres, as viúvas, as crianças, os estrangeiros, os pecadores públicos, os enfermos de males graves.

  Presente desde um início, como problema e como enfoque, esta complexidade (realidade que hoje as agências internacionais começaram a destacar) foi aprofundada pela reflexão teológica latino-americana, acompanhando diversas linhas, nos anos seguintes. A falta de uma verdadeira compreensão da pobreza levou às recentes expressões de “não pessoa” e de “insignificante” para nos referir aos pobres. Com elas, desejava-se enfatizar o que todos os pobres possuem em comum: a ausência do reconhecimento de sua dignidade humana e de sua condição de filhas e filhos de Deus, seja por razões econômicas, como também raciais, de gênero, culturais, religiosas ou outras[1].

A pobreza é uma realidade que sempre desafiou a humanidade, ao longo da história. É também um desafio para o nosso trabalho evangelizador e nossa ação pastoral, principalmente no mundo atual, marcado pelo crescente desenvolvimento tecnológico e o aumento considerável do número de pobres.

O Papa Francisco, ao referir-se às pessoas que são deixadas à margem da vida, abandonadas e esquecidas, passando como invisíveis aos nossos olhos, sofrendo todo tipo de humilhação e desprezo, sem qualidade de vida, usa a expressão “periferias existenciais”. Estas são fruto do egoísmo, do individualismo, do consumismo, da busca desenfreada do “ter” e do acúmulo de bens nas mãos de uns poucos, enquanto a grande maioria vive no sofrimento.

Dentre estas periferias, destacamos a “periferia da pobreza”. A pobreza e a miséria, presentes em muitas de nossas comunidades,  marcam a nossa sociedade, num país de grandes riquezas, mas que se acumulam nas mãos de uns poucos. Algumas questões nos inquietam: O que é a pobreza? Quem são os pobres de hoje? Qual é o rosto do pobre? Onde ele está? Quais as causas da pobreza? O que fazer para eliminar as estruturas que causam a pobreza material? Da resposta a elas depende o que nós, como cristãos, vamos fazer para eliminar este mal e construir o Reino de Deus, onde todos tenham “vida em abundância”; e colocar em prática o projeto de Jesus: “evangelizar os pobres”.

Logo ao iniciar seu trabalho missionário entre nós, Jesus declarou solenemente, na sinagoga de Nazaré: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me enviou para evangelizar os pobres...” (Lc. 4,18). O que quer Jesus dizer ao falar “evangelizar os pobres”? O anúncio do Evangelho é a libertação do pecado e de toda exploração, pois a pobreza material excessiva é consequência da ganância dos ricos, da exploração do ser humano e da desigualdade social. A partir dos pobres, Jesus proclama a chegada do Reino de Deus, pois serão eles os construtores de uma nova sociedade justa e solidária.

A Arquidiocese de Mariana, tomando como prioridade de sua ação evangelizadora e pastoral a periferia da pobreza, coloca-se na caminhada da Igreja latino-americana, que faz a opção preferencial pelos pobres, e cumpre o mandato de Jesus: “Ide primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt. 10,6).

 

[1] Gustavo Gutierrez. Revista IHU on line em www.ihu.unisinos.br




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